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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

SUSTENTABILIDADE - ARQUITETOS ERGUEM CASA DE CONTÊINERES E PET

Fabiula Wurmeister
Do G1 PR, em Foz do Iguaçu

Materiais integram a maior casa de contêiner do Brasil, em Foz do Iguaçu.
Alternativas foram apresentadas ao público a partir do dia 16 de outubro até 17 de novembro.



 Uma equipe de arquitetos de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, projetou uma casa que, dizem, é a maior do Brasil feita a partir de contêineres. Não é só o tamanho, 500 m², que chama a atenção. O piso é de bambu, os revestimentos nas paredes e no teto de alguns dos cômodos são de fibra de garrafa pet e no chão madeira plástica e bambu – tudo em prol da sustentabilidade e da reutilização de materiais sem prejuízo à qualidade dos empreendimentos. O projeto foi apresentado no dia 15 de outubro, data marcada para a inauguração da CasaFoz Design, evento de arquitetura e construção que reúne trabalhos de 55 profissionais da cidade e da região e envolve 250 empresas.

A proposta, explica a arquiteta Karin Nisiide, uma das responsáveis pelo projeto, é reunir tecnologia, inovação e sustentabilidade para provar que materiais que iriam para o lixo podem ser alternativas ecologicamente corretas na construção civil, na arquitetura e na decoração. “Tudo o que foi criado para o evento pode ser usado em qualquer casa ou escritório.” Ainda pouco difundido no Brasil, o uso de contêineres na construção foi uma solução encontrada por países como o Japão e a Holanda.

A casa tem 30 ambientes divididos em 15 contêineres, incluindo o que serviu para a piscina de 9 metros de comprimento por 2,5 metros de largura. “No transporte marítimo, eles têm vida útil de cerca de dez anos. E, em outros usos, como na construção civil, pode chegar a 90 anos”, cita a arquiteta ao lembrar que os usados na obra tiveram reproduzidos os códigos que indicam onde e que materiais transportavam. “Esta certificação é importante para se ter certeza por exemplo de que não transportou materiais tóxicos.”

Fibras feitas de garrafas pet substituem as de vidro e combinadas com técnicas de ventilação cruzada ajudam no melhor aproveitamento da luz do sol e a manter a temperatura interna agradável, diminuindo ainda o uso dos aparelhos de ar-condicionado e de luz artificial. Outra técnica é a do teto verde: uma espécie de gramado que substitui lajes e telhas convencionais. “As opções foram pensadas com base na ideia de reutilizar, reduzir e reciclar”, explica.


Nas salas, na cozinha, no banheiro e nos quartos, mosaicos feitos com restos de mármore revestem as paredes e incrementam a decoração. “O material é sobra que fica acumulada nas marmorarias. Uma das alternativas para o descarte correto pode ser este, quase sem custo de material”, observa o organizador da Casa Foz Design, Ralf Smaha. “Quando se pensa em reaproveitamento, nem sempre o retorno é a economia imediata, mas a ideia de se contribuir com o meio ambiente”, completa.

Em relação aos custos, Smaha adianta que são praticamente os mesmos de uma construção de alto padrão feita com materiais comuns, o equivalente a R$ 2 mil o metro quadrado, contando o transporte dos contêineres do Porto de Paranaguá, no litoral do estado. “Uma das vantagens é o tempo de conclusão da obra. A estrutura desta casa ficou pronta em duas semanas”, compara o administrador. “A médio e longo prazo, a economia deve passar dos 30%.”

A localização da casa contêiner, que depois do evento deverá ser transformada em um conjunto de salas comerciais, também tem como objetivo incentivar a revitalização e recuperação da região, uma das mais tradicionais de Foz do Iguaçu e que integra o corredor turístico da tríplice fronteira entre o Brasil, Paraguai e Argentina. A Avenida das Cataratas liga o aeroporto e o Parque Nacional do Iguaçu ao centro da cidade.
Atividades artísticas

A CasaFoz Design estará aberta ao público de 16 de outubro a 17 de novembro. Além de palestras com especialistas, o evento contará com atividades paralelas como exposições de artes visuais, shows, desfile de moda, degustação de vinhos, exibição de filmes (longas e curtas), sarau de poesia, feira de produtos orgânicos, contação de histórias, cozinha-show e bazar de móveis e objetos usados nos projetos de decoração.
Mais informações sobre o projeto e a programação podem ser obtidas no site do evento.

http://www.casafozdesign.com.br/


Fonte: http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2013/10/pela-sustentabilidade-arquitetos-erguem-casa-de-conteineres-e-pet.html

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

SUSTENTABILIDADE - REAPROVEITAMENTO DA OBRA

Fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Galeria-de-fotos/fotos/2013/10/reaproveitamento-na-obra.html


O site da Revista Casa e Jardim mostra uma matéria interessante sobre a criatividade, onde é possível dar nova vida a materiais que iriam para a caçamba e reduzir os custos da construção ou reforma. Sobras de madeira se transformam em armário, pregos garimpados viram ganchos de parede e até a lata de tinta pode ser uma lixeira de estilo.


Divulgação


Na reforma do imóvel dos anos 1950, os profissionais da Apiacás Arquitetos, ao quebrar as paredes, se depararam com a enorme quantidade de tijolos originais, de excelente qualidade. Ao erguer novas, misturaram cacos dos tijolos ao concreto


Edu Castello/Casa e Jardim


Pregos garimpados em obras da arquiteta Kita Flórido viraram ganchos na parede


Victor Affaro/Casa e Jardim


Aqui, o reaproveitamento nem é da reforma do morador Lufe Gomes – mas de seu vizinho! Tacos iguais ao dele foram retirados de outro apartamento e usados para completar o piso na cozinha, que foi integrada à área socialLufe Gomes e 


LeãoVictor Affaro/Casa e Jardim


Como o terreno era enorme, Narcisa Leão transformou a enorme casa em um espaço de eventos e construiu outra, menor, para morar. O pórtico de mogno da construção antiga foi transformado em mesa pela designer de interiores Moema 


Lufe Gomes e Victor Affaro/Casa e Jardim


Sob a mesa do escritório, o fotógrafo Lufe Gomes transformou a lata de tinta, usada pelos pedreiros na reforma, em lixeira


Divulgação


A cozinha precisava de um suporte para louças. Com mãos-francesas e tábua de madeira, encontradas na reforma e lixadas, o designer de interiores Guilherme Saggese e o arquiteto Jorge Nascimento idealizaram a prateleira


Edu Castello/Casa e Jardim


No fim da obra, quando o dinheiro estava curto, a arquiteta Kita Flórido olhou para uma pilha de madeira com as sobras e começou a separar o que dava para reutilizar. Depois de descupinizadas e impermeabilizadas, as tábuas viraram armário no quarto


Luis Gomes/Casa e Jardim


Para projetar o jardim de seus sonhos, a arquiteta Flavia Petrossi retirou toneladas de terra até o vizinho dos fundos. Muito perto da casa havia um muro de arrimo que escurecia tudo. Ele foi demolido e as pedras foram aproveitadas no paisagismo

Edu Castello/Casa e Jardim


A porta estava abandonada em uma antiga edícula. Quando a arquiteta Kita Flórido transformou a pequena construção na casa de Paula Gomes, ela foi resgatada e repaginada.

Edu Castello/Casa e Jardim


A lareira tem moldura de pedras retiradas do terreno. Projeto do arquiteto Ernesto Tuneu.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Dicas de materiais para uma construção / reforma mais sustentável

Encontramos uma matéria  muito interessante no Portal Clique Arquitetura sobre dicas de materiais para uma construção ou reforma mais sustentável. Vale a pena conferir:

“Quando realizamos uma obra ou reforma devemos pensar na economia de recursos, tanto financeiros, quanto materiais. Valorize produtos que tenham vida útil prolongada, gerem menos resíduos / entulhos, possam ser reciclados e que causem menor impacto no meio ambiente.
Visando facilitar a busca de quem quer encontrar estas soluções, selecionamos alguns exemplos:

o    Utilize areia e brita recicladas: elas são produzidas com resíduos da construção civil, da cerâmica e do concreto;
o    Uma boa opção para reformas internas são as chapas de gesso acartonado (chamadas de drywall): sua manutenção é mais fácil e geram de 5 a 10% menos entulho do que paredes executadas em alvenaria. Outra opção é o uso de placa cimentícia de madeira mineralizada. Estas podem ser usadas com ou sem pintura e podem receber acabamento com massa fina e a base de cal;


Este é um exemplo de placa cimentícia produzida pela PlacLux. Imagem: PlacLux

o    Optar por tubulações hidráulicas (água potável, quente e fria) de polipropileno, pois favorece a substituição do PVC, o qual gera problemas no meio ambiente em todo o seu clico de vida;
o    Na hora de escolher louças em geral preferir as fabricadas por empresas com certificação ISO 14001 e quanto às louças sanitárias preferir as que oferecem fluxo duplo (ou seja, possuem a opção de utilizar 6 ou 3 litros na hora da descarga). Isso permite uma grande economia de água e favorece a educação ambiental;




O sistema Ecoflush, utilizado pela Roca, Incepa e Celite é um exemplo de consumo racional da água. Imagens: Incepa

o    Paredes podem ser assentadas utilizando argamassa polimérica, a qual é comercializada em estado pastoso. Sua vantagem é que já vem pronta, é utilizada em menor quantidade do que a argamassa convencional (resultando em juntas menores) e não utiliza cimento Portland ou areia em sua composição, impactando menos o meio ambiente;


Exemplo da aplicação de argamassa polimérica na construção de paredes. Imagens: Wikipédia

o    Pintura: Tire proveito dos vários tipos de tinta ecológicas encontradas no mercado, como as tinta naturais, orgânicas, minerais, entre outras. Estas não possuem produtos tóxicos e conservantes em sua composição, por isso elas demoram mais para secar e possuem a data de validade menor do que as "comuns". Algumas destas tintas, de marca nacional, já possuem o selo do LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), criado pelo US Green Building Council (Conselho de Construções Verdes dos EUA) para empreendimentos sustentáveis;
o    Revestimentos: uma escolha acertada são os porcelanatos e revestimentos 100% reciclados, que possuem em sua composição resíduos de massa de outros porcelanatos, pisos e revestimentos. Muitos destes produtos reciclados utilizam menos energia elétrica em sua fabricação. Outra dica, para quem quer reformar, são os revestimentos e porcelanatos que podem ser aplicados em cima dos já existentes, resultando em uma reforma mais rápida e com menos resíduos. Outra alternativa apropriada são as pastilhas de vidro, material totalmente reciclável;



Exemplo da colocação de piso sobre piso. Imagem: Weber
o    Ambientes mais aconchegantes podem ser planejados com o uso de pisos laminados e rodapés a base de bambu. Esta matéria prima é renovável e mais resistente do que os outros laminados. Outra opção são os pisos feitos de madeira 100% reflorestada e com o selo LEED;
o    O vidro é um material sustentável e pode ser utilizado em móveis, divisórias, janelas e portas, coberturas, pisos, paredes, ... ; dependendo da espessura, da maneira como é produzido, da aplicação de películas, ... adquire funções estéticas, de privacidade, de conforto lumínico e térmico. Leia mais: Vidro Isolante Termo-Acústico / Vidro Impresso ou Fantasia / Vidro Antivandalismo
o    Móveis: sempre é importante procurar utilizar os móveis já existentes, reformando-os se necessário. Uma técnica muito utilizada é a do Upcycling;
o    Além de todas estas dicas, relatadas acima, outro ponto de grande importância é trabalhar com mão-de-obra / operários que estejam de acordo com as Normas de Segurança do trabalho, utilizando equipamentos de proteção individual e outros itens que forem recomendados.”